Noções básicas

O termo "TV de tela grande" era utilizada há algum tempo para definir os televisores de 27 polegadas e 32 polegadas, mas tais aparelhos ficaram para trás desde o surgimento dos televisores de retroprojeção (RP) e LCD de tela plana e monitores de plasma. Hoje, os televisores de tela grande começam com 41 polegadas, e até estes estão em perigo de perder o título de tela grande (a Pioneer lançou um com 103 polegadas e tela de plasma). Entretanto, TVs de RP bem grandes e de 41 polegadas, e em especial as HDTVs, estão na moda hoje em dia e têm grande demanda.

Exceto os aparelhos de plasma e LCD de tela plana, TVs de retroprojeção fornecem a mais moderna performance em tela grande, e são destinadas a expectadores que planejam ter seus primeiros aparelhos para assistir a seriados e filmes. Na verdade, os aparelhos de retroprojeção oferecem os mesmos recursos integrados e desempenho que são encontradas em TVs de visão direta.

Em geral, as TVs (de tubo) CRT tradicionais vão até 36 polegadas, e qualquer coisa maior do que isso se encontra dentro do império dos televisores de retroprojeção ou tela plana. Televisores de retroprojeção fornecem uma excepcional qualidade de imagem e desempenho enquanto o custo é significantemente menor do que o seu mesmo tamanho da família de plasma e LCD de tela plana. Os aparelhos de RP vêm em diversos modelos que podem estar agrupados em duas categorias: os de tubo catódico, ou CRT, e aqueles com microdisplays (DLP, LCD, e LCoS).

A tecnologia de retroprojeção mais antiga e de custo baixo, os televisores CRT (tubo de raios catódicos) RP, oferece excelente desempenho de imagem para os que querem tela grande e estão em busca de preços mais acessíveis. As séries CRT possuem um número de desvantagens comparado a sua família mais avançada tecnologicamente, assim como o tamanho excessivo do gabinete e o peso, ângulos de visão estreita, a necessidade por manutenção de convergência periódica, e brilho de imagem menos que o ideal. Ainda, essas séries fornecem os melhores níveis de preto de todas as televisões de retroprojeção, e o seu preço relativamente baixo manterá os televisões CRT RP por toda parte por pelo menos num futuro próximo.

Os microdisplays são séries de retroprojeção que usam várias formas de chips de computador iluminados por lâmpadas para produzir as imagens na tela. Eles são muito mais finos (profundidade) e mais leves do que as séries RP CRT convencionais, embora normalmente tenham de ser colocados em uma estante ou mesa para deixá-las até uma altura de visão adequada. Os Microdisplays não requerem ajustes de convergência de CRT, e produzem imagens mais claras.

O atual líder em tecnologia de microdisplay é o DLP. Desenvolvido pela Texas Instruments, o DLP (Digital Light Processing - Processamento de Luz Digital) fornece uma imagem bem definida e clara, e tem os melhores níveis de preto de microdisplays de RP. Algumas pessoas se queixam dos efeitos arco-íris, que são causados pela roda de cores do DLP, mas as inovações tecnológicas estão reduzindo este problema. As televisões de retroprojeção de LCD não sofrem efeitos arco-íris, mas as séries LCD RP geralmente não são tão claras e têm níveis de pretos bem inferiores em comparação com DLP, e podem sofrer pixilação (espaços visíveis entre pixéis). O LCoS (cristal líquido em silício) é uma tecnologia relativamente nova ao mercado de microdisplay, e é atualmente vendido abaixo da quantidade de nomes incluindo SXRD (Sony), HD-ILA (JVC), e simplesmente LCo. Estas séries têm níveis de pretos inferiores do que DLP, embora se espera que isto melhore. Por outro lado, LCoS não sofre efeitos arco-íris de DLP.

Praticamente hoje todas as televisões de retroprojeção disponíveis são HDTVs ou televisões HD-ready (preparado para alta definição). Os HDTVs incluem sintonizadores HD integrados, permitindo-os expor pelo ar (OTA over-the-air) , cabo, e sinais HD por satélite sem a necessidade adicional de um terminal de assinante Web-TV. Contudo, se você ainda não está planejando em mudar para visualisação de alta definição, seria interessante optar pela série HD-ready (sem o sintonizador HD integrado), assim irá economizar enquanto garante o futuro de seu investimento. Tanto as TVs de HDTVs como as HD-ready podem também exibir a programação normal, caso a televisão analógica entre em contato com o sinal ou o DVD digital de scan progressivo.

Como comprar

A regra para comprar TV costuma ser, "compre a maior TV que seu bolso possa pagar", mas já foi o tempo em que o tamanho da TV era a principal decisão de compra. Com todas as mais novas tecnologias de exposição, o que realmente importa hoje em dia são os recursos disponíveis em determinado aparelho. O modo de ação mais sábio será determinar as características das quais você necessita e o tamanho da tela que você pretende ter (lógico que dentro da razão); feito isso, selecione uma variação de preço aproximado, e tenha tempo para pesquisar e aprender sobre as tecnologias diferentes e o que é oferecido. Então vá ver as televisões você mesmo. A pior coisa que você pode fazer é ir a uma loja de eletro-eletrônicos sem estar preparado.

 

Quando for comprar uma nova TV, examine-a bem, para garantir que a imagem é clara e nítida. As lojas normalmente intensificam o brilho nos modelos de exposição, então solicite ao pessoal da loja a deixá-lo ajustar as configurações de imagens para um nível mais realista. É uma boa idéia conseguir fazer um teste em um DVD favorito. Também escute o sistema de áudio da TV, especialmente se você não estiver conectado a uma série do home theater com sistema de caixas acústicas. Se você pretender ligar vários componentes ao aparelho (DVD player, receptor SAT, console de vídeo game, etc.), assegure-se que a televisão tenha tomadas de entrada e saída suficientes para acomodar os seus componentes. E não se esqueça de testar o controle remoto para assegurar-se de que é confortável de usar e não está montado de modo confuso.